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Copa de 2014: é Brasil na cabeça

Diferente do que pensam muitos, a Copa do Mundo de 2014 tem grandes possibilidades de ser realizada no Brasil. Existem sim, muitas exigências a serem cumpridas e gastos a serem feitos, mas se seguirmos até o final da linha de benefícios trazida pela copa, todo o saldo será compensado pelos lucros. A possibilidade de que haja acordo entre clubes e governo é grande, construindo assim, algumas arenas multi-uso que servirão de estádio para times após a realização do evento. O Cruzeiro é um dos interessados. Há muito tempo o time mineiro sonha em construir um estádio. A parceria com o governo com certeza seria um ponto final para a construção do monumento. Uma Copa do Mundo no Brasil, acrescentaria muito ao futebol nacional e, ainda mais, as regiões Norte e Nordeste do país. Isso porque pelo que se fala cerca de oito arenas serão construídas nessas regiões, que são as que mais carecem de bons estádios. Em Minas, São Paulo, Rio, Paraná e Rio Grande do Sul a solução seria a reforma de alguns dos já existentes para cumprir as exigências da FIFA. Sem a construção de novos campos, a copa ficaria muito centralizada no eixo Sul-Sudeste, o que seria ruim para o país. Alguns alegam que após o campeonato, os estádios não teriam público suficiente, devido à menor tradição dos clubes destas regiões. Ora, tenho certeza de que os torcedores de Bahia, Vitória, Remo, Náutico, Fortaleza, Santa Cruz, Paysandu, Sport e Náutico não relutariam em lotar seus estádios, afinal, a torcida nordestina é a mais fanática do Brasil. Pode ser um investimento arriscado, mas é uma ótima tentativa de fazer com que o futebol se expanda pelo país. Até mesmo na região Centro-Oeste deve-se investir.  Meu único degrau são os quilômetros que separam as cidades brasileiras. Na Alemanha, era só pegar um trem que era fácil se transportar de um estádio ao outro. Aqui, o transporte terá que ser feito de avião, o que pode complicar a vida da imprensa e dos aeroportos. Esse é o meu único medo. Um abraço!

Escrito por Lucas Amaral às 01h27
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Eis aqui a minha lista daqueles que considero fundamental a permanência no time do Cruzeiro para 2007:

Goleiros: Fábio

Zagueiros: Gladstone, André Luís, Thiago Heleno e Luizão

Laterais: Gabriel e Leando Silva

Meias: Jonílson, Léo Silva, Martinez, Wágner e Kerlon

Atacantes: Giovanni e Araújo

Ai está. O restante pode ser dispensado ou usado como moeda de troca pois não serão insubstituíveis. Até mais!

 



Escrito por Lucas Amaral às 23h50
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Santa Cruz 4 x 1 Cruzeiro

Hoje, ao assistir o jogo entre Santa Cruz e Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro, passei por momentos que me renderam uma lesão no cotovelo esquerdo. O que se viu dentro de campo foi uma aula de desorganização tática e incompetência técnica, mestrada pelo time do Cruzeiro. O time pernambucano estava aos pedaços. Perdeu, só essa semana, cinco jogadores titulares do time, já pensando na série B do ano que vem. O lanterna do campeonato reduziu o embalado Cruzeiro a um time sem personalidade e deficiente em todos os setores. Em um jogo que a Raposa já era dada como vencedora, atos de extrema irresponsabilidade levaram o time à derrota e ao adeus à Libertadores da América. O time azul começou melhor e , tamanha a facilidade do jogo, se achou no direito de desperdiçar boas oportunidades. Sofreu dois gols de bola parada e se subiu, sujeitando-se aos contra-ataques, sofrendo outros dois gols. Diego ainda fez um gol para os mineiros, que não tiveram o mínimo poder de reação e vontade de vencer. Com um meio-campo que muitos consideravam o melhor para a equipe, as jogadas pelo setor foram anuladas, mas não pelos volantes adversários, e sim pela falta de um sistema organizado. Foi triste. É hora de pensar no futuro. Ainda existem as remotíssimas chances matemáticas, mas pelo futebol que apresentou hoje, considero-as nulas. O lado positivo é que agora o Cruzeiro terá tempo de pensar nono elenco que irá competir pela aquipe no ano que vem. Dizem que o contrato com Oswaldo será renovado. É Perrelas, a situação tá preta mesmo!!

 

Um abraço!



Escrito por Lucas Amaral às 23h10
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O Manual que não entregaram a Edílson

A CBF(Confederação Brasileira de Futebol) irá criar, no início do ano que vem, um código de ética para a arbitragem brasileira. Poderiam aproveitar para fixar padrões na arbitragem.Há tempos estamos precisando padronizar as regras do futebol pois, ultimamente, os time estão tendo que pesquisar o histórico do árbitro para se preparar para o jogo. Concordemos, isso não pode existir. As regras e critérios devem ser exatamente as mesmas para todos os jogos, ou o mais próximo disso. A adaptação, de acordo com a importância ou tradição do jogo, deve ser feita pelo árbitro. Eis aqui algumas humildes sugestões deste blogueiro para algumas regras simples, mas que precisam ser padronizadas:

- Penalidade máxima: é necessário definição. Alguns árbitros permitem que o goleiro dê apenas um passo à frente antes que o cobrador toque na bola. Outros não. Alguns chegam ao extremo de deixar o goleiro "caminhar" antes do salto. Não pode. Durante a cobrança, é dever do bandeirinha observar se o guarda-redes irá permanecer com os dois pés sobre a linha do gol, que é o que determina a regra. Outra: andou, cartão amarelo. Alguns reclamarão da extrema rigidez, mas um padrão precisa ser definitivo.

- Jogadas aéreas: na maioria das vezes, quando um goleiro é tocado de qualquer forma no ar, é caracterizada a falta. Peço desculpas aos leitores, mas não sei ao certo o que define a regra. O que eu sei é que existem árbitros que marcam a falta, e existem árbitros que não marcam. É preciso definir: tocou o goleiro enquanto ele está no ar em direção a bola é falta. E pronto. Não tem que se discutir se houve ou não intenção ou se foi o goleiro que tocou o atacante. Falta e tiro livre indireto.

- Sobre os treinadores: o técnico de um time só pode se referir ao seus jogadores e profissionais durante um jogo. Reclamou com o juíz, xingou o jogador adversário, pediu o lateral ao bandeira, gritou com o treinador adversário: cartão vermelho. E não se fala mais nisso.

- Carrinho: só deve ser permitido nas jogadas em que o jogador acerta APENAS a bola. Encostou no adversário, seja antes ou depois de tocar na bola, falta e cartão amarelo. Por trás, falta e cartão vermelho.

- Atraso de jogo: se o jogador dá aquele "chutinho" quando o adversário vai bater a falta ou o goleiro demora muito para bater o tiro de meta o cartão amarelo deve ser aplicado. Éssa regra também pode ser aplicada em outras tentativas de atraso, como por exemplo na demora para sair de campo em caso de substituição e na cobrança de arremesso lateral.

- Mão na bola: o jogador só comete a irregularidade,  tocando a bola com a mão,  caso haja INTENÇÃO de fazê-lo. Portanto, nas jogadas em que o jogador está com a mão esticada e leva um chutão na mão, mesmo mudando a trajetória da bola, não é pênalti. É muito fácil saber quando há intenção, o que é raro. Existem casos em que o árbitro pode se complicar, mas não são tão frequentes. Um jogador não pode arrancar seus braços e ir para o jogo, portanto, enquanto não inventarem tal tecnologia, a intenção tem que existir para que seja marcada a irregularidade.

 

Um grande abraço hermanos!



Escrito por Lucas Amaral às 16h11
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Possível esquema tático para Santa Cruz x Cruzeiro

Mantendo o 3-5-2, Oswaldo de Oliveira arma um time bem ofensivo para vencer o frágil frágil Santa Cruz hoje, em Recife. Caso vença, o time mineiro ficará a apenas 1 ponto de Paraná e Vasco, que disputam a vaga na Libertadores da América, juntamente com a Raposa. É de se esperar que a Raposa vá com tudo pra cima, pois a derrota não será admitida. É necessário vencer e convencer para que o time consiga a tão sonhada vaga. Agora, falando sério, é ou não é um meio-de-campo bonito de se escalar?



Escrito por Lucas Amaral às 15h44
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O tesouro que vem das Minas

É um ano muito bom para o futebol mineiro. O Ipatinga lidera a série C do Campeonato Brasileiro e já está garantido na 2ª divisão do ano que vem. O Galo mineiro, a exemplo do Tigre, também lidera a competição na série B, praticamente confirmando o retorno à principal divisão do futebol brasileiro. Resta-nos torcer para o Cruzeiro, que briga por uma das vagas na Libertadores da América e, ai sim, seria um ano brilhante para o futebol mineiro. Parabéns terra do queijo! É Minas mostrando o seu poder!

Escrito por Lucas Amaral às 15h36
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Parabéns, uai!

O Ipatinga está na série B do Brasileirão. Parece pouco, mas para um time que foi fundado a apenas sete anos, é um feito invejável. É por isso que deixo registrado aqui meus humildes aplausos ao tigre mineiro. Parabéns Ipatinga, que toma para si, o título de terceiro maior clube mineiro na atualidade.

Escrito por Lucas Amaral às 15h31
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Novo e-mail para contato

Qualquer um que queira se comunicar com este que vos fala a partir de hoje deverá escrever para:

lucas.amaral@cruzeiro.org

Este é o e-mail oficial do cruzeiro.org. Até mais!

 



Escrito por Lucas Amaral às 01h21
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Amigos do blog, a partir desta quarta-feira, dia 8 de novembro, estarei escrevendo também para o cruzeiro.org, o site oficial da torcida cruzeirense. Visitas e críticas serão muito bem aceitas por lá. O site, além de grandes colunistas como Wilson Flávio, Neuber Soares, João Duarte, Jorge Shulman e muitos outros, é um centro informativo para aqueles que são fiéis ao grande Cruzeiro Esporte Clube. É com imensa honra que farei minha estréia e espero realizar da melhor maneira possível a tarefa a  mim confiada. Um grande abraço amigos!!!

www.cruzeiro.org



Escrito por Lucas Amaral às 14h41
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Sobre o presente e o futuro: O treinador Oswaldo de Oliveira vive um dilema quando se trata de escalar o time do Cruzeiro: empregar o antigo esquema 4-4-2, ou utilizar o mais moderno sistema tático da atualidade: o 3-5-2.

O 3-5-2 se notabilizou na Copa do Mundo por ser o esquema preferido de grandes seleções. A utilização de cinco homens no meio de campo se mostrou eficiente e segura pois ocorre a interdição de passes nessa área do gramado. As possibilidades de contra-ataque são praticamente anuladas, uma vez que é difícil surpreender a zaga adversária quando não há toque de bola pelo meio e nem pelos flancos. Resumindo, a defesa se arma na linha que divide o campo, e não na metade do gol que aquela equipe defende, anulando as jogadas de ataque antes mesmo de elas se aproximarem da área.

No Brasil, o esquema mais utilizado é o 4-4-2 que, para mim, é pouco eficiente contra um 3-5-2 bem organizado. É um esquema onde os dois laterais recuam apoiando assim mais a defesa do que o ataque.

Para uma equipe como o Cruzeiro, que carece de bons laterais defensivos, jogar no 4-4-2 não me parece uma boa idéia. Aliás, agora o time azul celeste possui dois excelentes alas, que apóiam com extrema eficiência. Gabriel, pela direita, e Leandro pela esquerda têm conseguido realizar um bom trabalho. O primeiro até arrisca algumas jogadas de armação. O segundo é muito veloz e muito bom nas jogadas de cruzamento. Voltar ao 4-4-2 significa inibir estes dois jogadores, que terão que se preocupar principalmente com o setor defensivo da equipe. Já que o Cruzeiro não possui um grande poder de armação central, ficaria praticamente sem força ofensiva. Os outros jogadores à disposição para as posições ou são inexperientes ou são ruins mesmo. São eles Jonathan e Michel para o lado direito e Júlio César para atuar no canto esquerdo. Ainda há a possibilidade de improvisação de Élson ou Sandro.

A melhor solução então seria continuar no atual esquema? Talvez. Existem outras variações e possibilidades, embora, na minha opinião, o melhor seria manter a formação agora que o time está entrando nos eixos. Alguns dirão que sou otimista por dizer isto, mas se analisarem bem, o Cruzeiro, da vigésima sexta rodada em diante, perdeu apenas um jogo, para o Corinthians. São 14 pontos em 24 disputados, equivalente a quatro vitórias, dois empates e uma derrota. É certo que em um campeonato de pontos corridos o empate não é um resultado agradável, mas para um time que sofreu tanto com as lesões o ano inteiro e aos poucos vai recompondo o elenco, considero um feito admirável o de que o time ainda esteja entre os melhores da competição.

A Libertadores ainda é alcançável, mas é necessário que o Cruzeiro entre em total ritmia e organização tática para que consiga importantes vitórias. O que me deixa mais triste em supor que a massa azul não verá o time na Libertadores da América 2007, é a certeza de que os Perrela não investem alto quando não há um título de expressão nos planos do clube. Há muito tempo o Cruzeiro não vence a principal competição sul-americana e com certeza seria um incentivo e tanto para contratações de peso para o ano que vem.

Não pretendo jamais julgar como ruim a administração dos Perrela, que fizeram do meu time um dos maiores da América do Sul. Vale lembrar que o Cruzeiro passou anos conquistando títulos importantes e se tornou uma das grandes potências em questão de estrutura e financeiramente falando. Hoje, não há como contestar a atuação dos dirigentes nas cadeiras administrativas do clube. Mas é preciso entender que um clube é sustentado pela torcida, e a torcida exige um time competitivo todos os anos sim, justamente por ser o grande clube que é. Não basta entrar em todos os campeonatos como provável campeão, é necessário vencê-los.

O Cruzeiro tem perfeitas condições de montar uma excelente equipe para o ano que vem, mas é preciso se pensar em reforços desde já, além de manter alguns talentos que se destacaram este ano como o goleiro Fábio, o lateral Gabriel e os meias Martinez e Wágner. Não queremos uma nova decepção ano que vem como aconteceu esse ano, quando o Cruzeiro vendeu muito mais do que comprou. A contratação de um centro-avante é mais do que fundamental, já que Élber deve se aposentar no fim do ano. Araújo deve voltar, mas não confio em Carlinhos Bala e Diego para completarem a dupla de atacantes. E não me venham falar em Jonathas e Ferreira em tão pouco tempo de observação. Cito nomes como Luís Fabiano e Dagoberto para possíveis contratações de peso para o time em 2007, o primeiro por várias vezes não é relacionado nem para o banco do Sevilla e o segundo não terá mais contrato com o Atlético do Paraná no final do ano. São jogadores de primeira linha mas o Cruzeiro tem peito para entrar na briga.

Na mesma linha, a contratação de um técnico também tem de ser pensada. Vamos ser realistas, os atuais medalhões brasileiros somente virão com propostas com valores muito altos, sendo que o presidente já admitiu que não pretende investir tanto. Mano Menezes, Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho não devem estar nos planos do presidente. Podemos sonhar também com a contratação de Paulo Autuori, que outrora nos trouxe tantas felicidades. Outro nome que circula na Toca é o de Renato Gaúcho, que vem fazendo um bom trabalho no Vasco, o que pra mim pode até ser bom negócio. Apesar da inexperiência, corpo mole não seria tolerado. O treinador do Flamengo, Ney Franco, que possui boa relação com o Cruzeiro tembém é cotado, mas não deve deixar o time carioca, que parece satisfeito. Não é exagero afirmar que buscar sucesso naqueles que fracassaram em outros clubes é possível, porém seria uma jogada muito arriscada. Tite e Geninho estão nesse barco. Dois treinadores que impressionam nesse Campeonato Brasileiro são Caio Júnior, do Paraná e Vadão, do Atlético Paranaense. Há também a possibilidade do "tiro no escuro" , que seria a entrega do cargo para alguém que nunca foi treinador, como foi feito na seleção brasileira. Ousariam os Perrela convidar o mestre Tostão para treinar o clube? Há quem diga que sim.

Pra finalizar, gostaria de dizer à torcida cruzeirense que é preciso ter paciência com o garoto Kerlon. Existe muito futebol dentro dele, quem o acompanhou em campeonatos das divisões de base sabe disso. O problema é que ainda falta confiança e porte físico para que a engrenagem do sucesso seja acionada dentro dele. O maior desastre que pode acontecer a ele é o de ser vendido para um gigante europeu, como muito se fala. Levá-lo a um time como o Manchester United pode até dar certo, mas acho que seria mais uma das consideradas eternas promessas do futebol mundial. Não adianta estar em um clube tão poderoso e não jogar. Antes de tudo é preciso ganhar status no mundo da bola, o que pra mim só seria possível em um dos times menores do velho continente. Digo times menores mas que com certeza são grandes forças do futebol europeu, tais como Benfica, Paris Saint-German ou PSV Eindhoven, que são excelentes clubes mas que não são formados apenas por estrelas. Desejo sorte ao Kerlon mas quero que permaneça no Cruzeiro por um tempo. No último jogo, o foquinha jogou muito, calando a todos os seus críticos.

Vamos torcer para um empate em São Januário na próxima rodada, em que Vasco e Paraná se enfrentam, em uma rodada em que o Cruzeiro pode ganhar uma posição e se aproximar da zona de classificação. O Santa Cruz não deve ser um obstáculo, pelo menos enquanto o bom futebol permanecer na Toca.

Um abraço amigos cruzeirenses, até a próxima.



Escrito por Lucas Amaral às 14h32
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O bom futebol ao seu lar retorna

A engrenagem azul-celeste foi reativada, depois de longo tempo em desuso. O combustível que alimenta a locomotiva cruzeirense finalmente foi descoberto, com doses certas de movimentação, velocidade e qualidade de passe. Três fundamentos básicos para que o bom futebol seja praticado.

Primeiramente eu gostaria de explicar o quão importante é o poder ofensivo de uma equipe. Entre as tarefas do setor de ataque, além da básica e fundamental, que é fazer gols, estão acopladas outras funções que podem decidir o rumo de uma partida. São os atacantes de um time que impõem o ritmo que a equipe seguirá em toda partida. São eles quem assustam a defesa adversária e recuam seus volantes, impedindo-os de ir à frente e liberando os companheiros pelos lados. Até pode-se dizer que a postura do clube a ser vencido pode ser totalmente definida pela forma que o ataque se arma. Como se não bastasse, é função dos jogadores de ataque segurar a bola na frente, caso o time esteja vencendo e sendo pressionado, diminuindo o ritmo do jogo e gastando o tempo que poderia resultar em gols adversários.

Depois de um longo tempo sem conseguir definir uma dupla de ataque de sucesso, foram naqueles em quem se depositava menos esperança que o Cruzeiro obteve o desejado. Diego e Ferreira conseguiram, no jogo contra o Vasco,o que jogadores de renome, até melhores tecnicamente, tentaram e falharam: atormentar a defesa, abrindo espaços e chegando com perigo.

O Cruzeiro entra de vez na briga pela Libertados da América, com 49 pontos, quatro a menos que o Paraná, último classificado para a competição. Há de se destacar a brilhante pirraça do técnico Oswaldo de Oliveira, que não abriu mão de seu esquema preferido, o 3-5-2, apesar de alguns importantes desfalques como Luizão e Wágner. Embora alguns abominem o 3-5-2, na minha opinião é o esquema mais eficiente para o elenco celeste.

Apenas um jogador fez por merecer ser questionado na partida. O volante Fábio Santos, famoso pelo jogo aguerrido e vontade de vencer, me impressionou pelo estado de extrema paciência em que se encontrava. Seria bom se não fosse em demasia e em momentos tão importantes. Houveram alguns contra-ataques adversários em que o jogador apenas observava a bola ser tocada e outros favorecendo o time celeste em que a velocidade que fazia a ligação era tão baixa que a defesa carioca se recompunha rapidamente. Aquilo que antes incomodava por ser perigo de expulsão a todo momento se tornou má vontade. Volante não pode ser assim e em um time que possui ótimas peças para a posição não dá para fazer corpo mole. Abra os olhos Fábio Santos, pois Jonílson e Léo Silva são ótimos jogadores.

O jogo: Com a ilustre presença do ex-cruzeirense Fred no estádio, o Cruzeiro começou o jogo demonstrou uma bela disposição tática e física dentro de campo. Do lado mineiro o meia Wagner desfalcava o time, enquanto os cariocas não contavam com Morais Logo no começo do jogo, Diego finalizou de canhota para boa defesa do goleiro Cássio, do Vasco. Aos 13, após confusão na grande área, o zagueiro André Luís, que diga-se de passagem foi muito seguro em toda partida, arrematou para o gol abrindo o placar e sacudindo o Mineirão, com um público médio de 20.000 pagantes. O atacante Jean ainda perdeu uma grande chance, sem goleiro, em uma bola que o atacante não conseguiu completar para o fundo das redes. O time azul prosseguiu melhor no jogo, alternando boas jogadas de meio de campo e de velocidade.

No segundo tempo Kerlon, que fez sua melhor apresentação pelos profissionais celestes, substituiu Francismar, injustamente vaiado pela exigente torcida azul. No primeiro minuto de jogo, em um chute de Diego, o goleiro vascaíno engoliu um frango, para delírio da fanática massa cruzeirense. Nessa jogada, poucos repararam mas o menino-foca teve participação efetiva, puxando a marcação para si enquanto Diego abria espaço para bater. O Cruzeiro ainda criou algumas chances, chegando a arrematar uma bola no travessão, mas a entrada de Madson no Vasco diminuiu o ritmo do time. O baixinho infernizava a defesa azul e, em jogada bela jogada individual, cruzou para Ramon completar de cabeça, sem dificuldades. A partir daí Oswaldo teve que mudar. Colocou Michel em campo com a função de anular Madson, no lugar de Diego e Jonílson, que substituiu o ala Gabriel. A partida ficou menos movimentada e o Cruzeiro sacramentou a vitória, dando um grande passo rumo à principal competição sulamericana.

Análise: Foi um jogo muito emocionante, com muito volume. O Vasco, mais do que o Cruzeiro, sentiu a falta de seu principal meio-campista. O que impressiona é o bom futebol que o time mineiro apresenta, após muitas rodadas de má vontade e jogo feio. A Raposa evoluiu muito de dois jogos para cá, o que pode resultar em muitas alegrias para o futuro cruzeirense.

 



Escrito por Lucas Amaral às 14h32
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