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O andarilho da Savassi

 

     Trôpego, ombros curvados, escorando-se ora em vidros blindex luxuosíssimos de construções de última geração, ora deslizando as mãos trêmulas no lodo escorregadio de irregulares muros de antigos casarões – do tempo em que o horizonte da recém-inaugurada cidade das Alterosas ainda era bela e não conspurcado nem obscurecido pela pesada fumaça que se desprende, às toneladas, de chaminés criminosas e de escapamentos de veículos automotores; tampouco tinha dilacerado aquilo que, por ironia do destino, passou a ser, recentemente, seu símbolo maior -, vem o Mauro Cruz, descendo (a esta hora, quando todos os gatos são pardos) pouco movimentada rua Paraíba, ali, no coração da Savassi.

    

     Hoje, felizmente para mim, e infelizmente para a circunvizinhança, o Cruzeiro venceu, e o Mauro não se cansa de repetir o seu grito de guerra, nosso velho conhecido: -“Cruzeiiiiiiro!” “Cruzeiiiiiiro!”

    

     Fico feliz por dois motivos: primeiro porque o meu time do coração venceu, envolvendo seu arquirival com uma superioridade indiscutível; segundo, e principalmente, porque este é um dos raro motivos que fazem o andarilho da Savassi sorrir. Solta foguetes (que algum cruzeirense lhe dá escondido), toma cachaça (que outro cruzeirense lhe dá escondido) e volta a entoar o seu canto preferido, desta vez a plenos pulmões > “Zêêêêêêêêro!”

    

     Mas se hoje não é dia de jogo, ou, pior ainda, é, e o Cruzeiro perdeu, o célebre personagem (pelo menos no Bar do Bigode, na Padaria do Amintas e adjacências) torna-se lacônico. E, para proteger-se, passa a tachar de lacônico todo aquele que puxe conversa. Fulano é lacônico. Beltrano é lacônico. Cicrano é lacônico. Palavra bonita, difícil, importante e, acima de tudo, altamente eficaz. Ninguém conhece o significado, mas respeita. Parece significativa, nobre. E funciona como escudo protetor eficiente para aqueles dias em que o cruzeirense das sarjetas do ponto comercial mais sofisticado de Belo Horizonte (excluindo-se, naturalmente, os shopping centers) não está afim de conversar, seja lá por que motivo.

    

     À tarde, porque de manhã ele não dá as caras, a caixa de engraxate é sua fachada. Se engraxar dois sapatos por dia é muito. Um bocejo aqui, um cochilo ali... e finalmente o corpo celeste inspirador de poetas, seresteiros, namorados e boêmios desponta (o Mauro é uma criatura da noite).

    

     Às vezes ele some. Dias, meses. Depois volta. Mais aprumado, menos lacônico. Geralmente, depois da vitória do seu time de coração. E o ex-sargento da Aeronáutica torna a cantar o seu hino predileto.

    

     Receio que um dia, depois de uma de suas costumeiras sumidas, o peregrino da zona sul  não retorne mais. É que as madrugadas da Savassi ficarão mais tristes!

 

 

Guilherme Coutinho Nunes da Silva, Lagoa Santa, 48, advogado, meu pai



Escrito por Lucas Amaral às 14h38
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Nada de alas e alegorias

Analisando o Cruzeiro de baixo pra cima, percebemos que está tudo de ponta-cabeça. Confuso, sim, assim como a frase anterior. A Raposa sofre fatalmente com a "síndrome da Toca", que faz com que até o zagueiros mais raçudos, como Léo Fortunado, dêem bobeiras de níveis primários e fiquem desatentos e sem garra. Imagino que quem chega na Toca da Raposa não pensa em títulos e, logo, não tem amor à camisa. Não há no elenco celeste um jogador que tenha intimidade com a torcida. Os que tinham já caíram em descrédito por terem vindo como possíveis referências para os companheiros, o que não foram quando outrora por aquie estiveram, casos de Ricardinho e Geovanni. O marketing pessoal é que reina.Por falar nisso, alguém avise ao Ricardinho que ele não é dono do time, não é melhor do que ninguém e que sua principal qualidade, a vontade, já não é tão efetiva pela idade avançada. Ele sempre foi muito mais para "esforçado" do que para craque. Não pode ser o cobrador de faltas oficial. Nem de escanteios. Não pode avançar para o ataque em despirocada tentativa, deixando a responsabilidade toda em cima de seus companheiros de marcação. Ricardinho só faz isso porque chegou com pinta de "capitão intocável". Não é.

O Cruzeiro tem hoje no elenco dois bons volantes de contenção: Renan e Paulinho; e ainda conta com um jogador muito esforçado que, apesar da pouca técnica, ocupa espaços e dá combate, o Ramires. Oposto de Léo Silva. Este , volto a repetir, não pode jogar como volante. No máximo ponta de lança, com dois bons volantes na retaguarda para cobrirem suas loucuras momentâneas que sempre resultam em desastre. Infelizmente nessa posição loucuras não são permitidas.

Analisando outro setor, o qual tira o sono dos cruzeirenses, é nítida a desorganização tática da defesa celeste. Não creio que a baixa estatura tenha tanta importância, se fosse, o que seria da zaga do Real Madrid, com Sérgio Ramos e Cannavaro? Nessa parte do gramado sim, concordo com alguns analistas que afirmam que a inexperiência tem parcela de responsabilidade. Erros de posicionamento são claras evidências de que a falta de experiência conta e muito. Gladstone, Thiago Heleno e Luizão são exemplos transparentes disso. Léo Fortunato, acostumado a jogar em times menores, esforça-se, mas também não tem a mesma noção de espaço que tinha em seu clube de menor porte, entrosado e sem pressões em sua cachola.A diretoria parece ter percebido e trouxe Marcelo Tavares e Emerson, e tenta negociar com Fábio Luciano. Quanto às laterais, parece nostalgia dizer, mas há muito tempo não temos tantos problemas com as posições. Dorival parece ter abrido mão de vez dos alas e colocou um homem de cada lado para defender e não apoiar. Jogar como times pequenos que tiveram sucesso, jogando atrás e saindo nos contra-ataques, estilo Brasiliense. Isso mesmo, uma novidade no futebol, o jogo com quatro zagueiros. Que mesmo assim batem cabeça, e mais, com esse esquema, Dorival abandonou as jogadas de linha de fundo e opções de tabela para os meias. O treinador é competente e vem tentando de tudo, mas infelizmente nada tem dado certo, mesmo com quatro zagueiros e três volantes. O problema maior é a deficiência de marcação dos laterais. Alguns descordarão, mas se repararem bem, nem Mariano e nem Jonathan possuem uma boa roubada de bola.

Quanto ao ataque, não tenho do que reclamar. O Cruzeiro tem grandes jogadores para as posições de frente, que parecem estar se entrosando.

Para tantos problemas, decidi "inventar" uma solução simples e eficiente, capaz de nos salvar da crise. Quando um time vai mal, amigos, por mais que se tente, é difícil reparar erros apenas com modificações táticas ou troca de jogadores. O Cruzeiro precisa jogar sem invenções, com uma defesa organizada e na base dos contra-ataques, pelo menos até que se pegue ritmo. Para isso, colocaria três zagueiros, sendo um líbero. Já que a escassez de defensores existe, colocarei o nome do desconhecido Emerson na lista. Com Fábio Luciano como zagueiro central e Wellington na direita (com dois companheiros rodados, fica mais fácil se posicionar). O espaço de cobertura de cada um diminuiria, o que facilitaria o posicionamento e entrosamento. Na frente colocaria três volante, abrindo mão dos alas. Paulinho, Renan e mais um (Charles ou Ramires) fariam a cobertura, anulando as jogadas adversárias pelo meio. Esses seis jogadores formariam um retângulo defensivo, onde não deveriam dar espaço para lançamentos ou tabelas. Ponto. Dividimos a defesa e o ataque, nada de volantes ousados. Na frente, a qualidade de passe prevaleceria. Wágner na esqueda daria mobilidade, já que se movimenta bem e tem um bom chute. Na direita, Guilherme armaria as jogadas com velocidade e a inteligência habitual, chegando na frente. Roni, pela direita revezaria com Guilherme, ora atuando como um meia, ora como atacante. Daí acho que sairiam boas tabelas. Na esquerda, Araújo seria um incômodo total, podendo atuar até como ponta. Pra mim, um ataque no mínimo diferenciado. Poderíamos até nos dar ao luxo de colocarmos Marcinho no meio também, deixando Guilherme e Roni tabelando bonito dentro da área e guardando o samurai para utilizar sua velocidade contra os adversários cansados. Nesse setor sim, variações são completamente aceitáveis. Me arriscaria até a colocar Rômulo como pivô e liberaria dois atacantes de qualidade para jogar pelos cantos. Pela direita temos o Geovanni, que jogaria na posição que lhe é costumeira.

O time azul não vai cair. O futebol apresentado até hoje é medíocre, mas a Raposa é grande e vai superar as adversidades. Não será com reforços ou broncas, mas com aplicação tática e responsabilidade. Ficamos na torcida, então, para que os jogadores entendam que o Cruzeiro não é palco, que o Cruzeiro não tem craques para jogar da forma que lhe consagrou como time que joga no toque de bola. O futebol por aqui tem que deixar de ser poesia. Para sair desse buraco só com raça, determinação e trabalho em equipe. Desabafos a parte, força Cruzeiro!

 

www.cruzeiro.org

www.fanaticosporfutebol.com.br



Escrito por Lucas Amaral às 22h49
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• Mais uma derrota do Cruzeiro, dentro do Mineirão, desta vez para o Juventude: 3 a 2. E a Raposa, cheia de garotos, num trabalho que não deveria ser feito, a toque de caixa, em pleno Brasileirão, para a zona do rebaixamento (quatro pontos). E o time de Caxias do Sul, com duas vitórias seguidas, subiu para 11º. Ao Cruzeiro; só Araújo não salva. Só vender não resolve. Pelo menos até o dia de hoje, 10 de junho, o Cruzeiro é a maior decepção de toda temporada.

Lédio Carmona



Escrito por Lucas Amaral às 08h49
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Dois jogadores cruzeirenses sentem dores

Ricardinho e Araújo se queixam de dores no treino

por: Lucas Amaral

O treino dessa terça-feira foi marcado por muita conversa e pela estréia do atacante Roni, ex-Flamengo, na Toca da Raposa. O clima é de concentração e os jogadores estão muito abatidos após a derrota para o Paraná Clube no último domingo. O time mineiro chegou a estar vencendo por duas vezes e cedeu o empate e posteriormente a vitória ao time paranaense.

Os exames médicos e físicos de Roni agradaram aos profissionais do Cruzeiro. O atacante está muito motivado e espera poder ajudar a equipe, que não vive uma boa situação no campeonato, já que desde a última rodada se encontra na zona de rebaixamento. "Ânimo não falta, mas temos que esperar a decisão da comissão técnica", disse Roni, que terá que disputar a vaga de titular com Guilherme, Araújo e Rômulo, jogadores com alto nível técnico.

Por outro lado ,dois jogadores não treinaram normalmente e fizeram fisioterapia. Ricardinho e Araújo sentiram dores no último jogo e são dúvidas para a próxima partida, que será realizada no próximo domingo em São Paulo. O adversário será o Palmeiras.

 

Nada de estrelas

Alvimar afirma que buscará jogadores em território nacional


 

por: Lucas Amaral

O presidente do Cruzeiro, Alvimar de Oliveira Costa, afirma que o time contratará reforços que atuem no mercado brasileiro. Segundo ele não valeria a pena contratar reforços vindos de fora do país, já que a CBF não permite as incrições desses atletas antes do dia 3 de Agosto.

No entanto, o Cruzeiro poderá contar com a volta do meia Wagner, do AL Ittihad, pois o clube árabe não pagou o restante da dívida obtida pela contratação do jogador. "Tudo leva a crer que o Wagner vá voltar no início do mês" , disse o presidente do time mineiro.

Outra surpresa que pode agradar aos cruzeirense é a contratação do zagueiro Marcelo Tavares, do Al Hilad, também árabe. Há um pré-contrato com o Cruzeiro desde Fevereiro desse ano. Ambos os jogadores poderão ser inscritos no Brasileirão e na Sulamericana, já que possuíam vínculos com a Raposa desde o início das competições.

Muito cobrada pela torcida já que o Cruzeiro passa por uma má fase,a diretoria prometeu fazer contratações e deu liberdade de escolha e dispensa ao treinador Dorival Júnior.

João Victor para por 2 meses

Lateral cruzeirense terá que fazer cirurgia


 

por: Lucas Amaral

Após um ano em que as lesões sofridas pelo elenco foram excessivas, o Cruzeiro volta a sofrer com o problema. Dessa vez foi o lateral esquerdo João Victor, que em tese seria o substituto de Fábio Santos, dispensado pelo clube. Após uma radiografia simples o jogador continuou a sentir dores, o que resultou na necessidade de exames com maior especificidade, que apontaram uma fratura no quinto metatarso do pé direito. Com isso, o ala passará por um processo cirúrgico, no qual a fixação da fratura será executada. João Victor ficará inativo durante 60 dias.
Além do lateral, o Cruzeiro ainda tem no departamente médico os jogadores Marcinho, Nenê, Kerlon e Sandro.



Escrito por Lucas Amaral às 19h53
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Notícias de hoje no Fanáticos:

Cruzeiro de volta aos treinos

Após segunda-feira de folga, jogadores do elenco voltam aos treinamentos

por: Lucas Amaral

Visivelmente confuso com a derrota para o Paraná no último domingo, quando o time azul celeste vencia o jogo e permitiu a virada, o treinador Dorival Júnior disse palavras de apoio ao jogadores no treino dessa terça-feira. Segundo o volante Charles, que estreou na última partida, Dorival viu evolução na equipe apesar da derrota, e que as palavras do treinador serviram de incentivo para que os jogadores se esforcem para a conquista do três pontos no próximo domingo, contra o Palmeiras. "Ele falou para pegarmos firme durante a semana eassim jogarmos bem contra o Palmeiras", disse.
O Palmeiras ocupa a quarta colocação na tabela com 7 pontos ganhos e 3 gols de saldo.

Cruzeiro já pode contar com zagueiro em junho


 

por: Lucas Amaral

O zagueiro Marcelo Tavares, contratado pelo Cruzeiro junto ao Al-Hilad da Arábia Saudita, poderá estrear no Campeonato Brasileiro já no próximo dia 10. O jogador tinha um pré-contrato com o time e não precisará esperar até o dia 3 de agosto para ser incrito na competição.

A defesa, setor que vem sendo duramente criticado pela imprensa, terá um importante reforço para os torneios que estarão em disputa em 2007. A diretoria espera suprir a falta de um zagueiro experiente na zaga.

O jogador está no Al-Hilad desde 2004 e foi indicado pelo treinador Marcos Paquetá. É paulista natural de Santa Rosa do Viterbo e possui 26 anos.



Escrito por Lucas Amaral às 19h48
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  • “Edson não perdeu uma única bola para Araújo. Formou a linha de quatro homens na defesa - sim, são 4 em linha e não 3, a não ser quando Edson sobe, o que praticamente não aconteceu em Belo Horizonte. E os volantes, Marcelo Mattos, Rosinei e Marcelo Oliveira, trabalham para permitir a Everton Santos e William jogarem. E como jogou William, no Mineirão. O Corinthians ainda pode ter problemas no Brasileirão, pela inexperiência e pela falta de um elenco numeroso. Mas o time Carpegiani montou.” (PVC, no Lance!, 20mai07) 
  • “Senhora partida corintiana. Infantil atuação cruzeirense. Dorival Júnior tenta arrumar o sistema defensivo, exposto pela característica do elenco, e por irritante auto-suficência da zaga. Para piorar, uma torcida acostumada a boas equipes e grandes conquistas sem a menor paciência para tolerar erros e infantilices. Fábio Santos, por exemplo, com menos de 15min, já estava marcado a ferro e fogo. Para piorar, o Corinthians marcou com chumbo o Cruzeiro. Recuperou muitas bolas no ataque, e ganhou o jogo bonito pela velocidade do contragolpe bem articulado por Everton Santos e William, meias-atacantes que trabalharam muito bem com Finazzi, pivô que sabe o que faz. O Corinthians, em pouco tempo, mostrou notáveis progressos. O que ainda é pouco. O Cruzeiro, porém, por muito tempo, vai sofrer com um clube conturbado, com uma torcida cabreira, e com um futebol mirrado.” (Mauro Betting, no blog, 21mai07) 
  • Araújo, coitado, corre o risco de morrer de solidão na ruindade cruzeirense.” (Juca Kfouri, no blog, 20mai07) 


  • Escrito por Lucas Amaral às 17h52
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    A partir dessa quarta feira passo a noticiar no sítio www.fanaticosporfutebol.com.br, considerado um dos melhores do país. Possui excelentes profissionais e é o vencedor de 2006 do Prêmio Ibest 2006 de síteos futebolísticos. Espero por vocês lá! Abraços!

    www.fanaticosporfutebol.com.br ; www.cruzeiro.org



    Escrito por Lucas Amaral às 11h11
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    Segundo Tostão

    Tostão foi um jogador excepcional. Ao lado de craques como Pelé, Jairzinho e Gerson conquistou a Copa do Mundo de 1970. Aos 26 anos, o craque foi obrigado a parar de jogar futebol devido ao um descolamento da retina, fato ocorrido em um jogo pelo Cruzeiro quatro anos mais cedo. Mas Tostão é um ser humano especial, com uma capacidade e força de vontade sem iguais. Nosso craque, ídolo maior da história da Raposa, cursou medicina pela UFMG, se tornando um responsável e respeitado profissional. Com suspeitas de que o Cruzeiro teria enganado o Vasco, vendendo um jogador com problemas, o Dr. Eduardo deixou o futebol com tristeza, chateado com situações a que um jogador de seu calibre não deveria estar sujeito. Afastou-se então do futebol durante 21 anos. Isso mesmo, 21! Durante a Copa de 94 (EUA), tornou-se colunista e comentarista da TV Bandeirantes, e novamente mostrou seu talento. Nascia ali um dos melhores analistas esportivos do país. A competência com que nos servira no futebol e na medicina, agora nos prestigiava na área jornalística.

    Apesar do desrespeito sofrido na época em que deixou o Cruzeiro, Tostão sempre teve grandes amigos na Toca da Raposa. E sempre foi um fiel torcedor do time azul. Analisando seu livro (Tostão, Dórea Books and Art), gostaria de comentar algumas de suas sugestões que considero importantes o Cruzeiro hoje.

    Segundo Tostão:

      • "O talento sem organização é um vazio, desperdício".

    Muitos especialistas consideram elenco azul celeste um dos melhores do país. Possui jogadores técnicos, jogadores rápidos, outrora consagrados. Então, qual o problema com o time, que não consegue obter ritmo e jogar bem? A falta de organização e disciplina tática. Está na cara, nossos laterais não sabem defender. Gabriel não ganha uma bola na corrida, enquanto Fábio Santos se desespera ao tentar cobrir um jogador que está perdendo o costume de antever o passe, o Ricardinho. Está estampado como em capa de revista, Léo Silva não joga em esquema com dois volantes, pois este não ocupa espaços, não dá combate e o que é pior, brinca onde não deve. Émerson Ávila percebeu e o colocou como camisa 10. Perfeito! A desorganização tática é gritantes, precisa ser consertada urgentemente. Penso que com Renan e Magrão ou com a utilização de três volantes, arrumaríamos este quadro. Quanto aos nossos meias, falta criatividade. "A disciplina sem criatividade está próxima da mediocridade". O medo de errar faz com que bons jogadores, tentem o fácil, o óbvio, com medo de errar. E outra, dos meias que o Cruzeiro tem, apenas Leandro Domingues é armador e por isso deve jogar. Para estruturar-se um time, necessita-se de um armador e um meia atacante. Ponto final.

      • "Tinha porém uma grande autocrítica, sempre pensando que eu podia jogar melhor"

    Todos vêem que há algo errado, mas se contentam com pouco. Vencem o Tupi aqui, discutem sobre a construção do estádio por lá, mas os problemas sempre estão rondando. Humildade, reconhecer que o conjunto não vem funcionando, é qualidade fundamental ao jogador. Acho que era isso que faltava ao nosso excelente goleiro Fábio. Treinar os quesitos em que se tem maior dificuldade e admitir a falha não é vergonha. André Luís é outro. Até mesmo aqueles que se destacam precisam melhorar naquilo que lhes é ineficiente. Araújo, por exemplo, precisa melhorar muito no trabalho em conjunto. É um bom jogador, porém não sabe utilizar os companheiros nos momentos adequados. A ausência da autocrítica é comum em times de superstars, como no Real Madrid, mas lá, quem tem crise vai para a rua.

      • "Nós os endeusamos (os técnicos) nas vitórias com grandes elogios e criticamos duramente nas derrotas".

    Treinador não é Deus. Também não faz mágica. É preciso entender que a culpa não é totalmente do treinador. Crucificá-lo é fácil, mas concordemos que os jogadores são quem podem mudar a partida. A ajuda psicológica faz parte da função de um treinador. Creio que o que falta no Cruzeiro é uma ênfase, algum objetivo concreto, algo que os induza a conseguir a vitória a qualquer custo. Depois, no embalo, é só seguir o ritmo da música e dançar. Temos um exemplo claro do outro lado da lagoa, nos nosso rivais atleticanos, que não têm jogadores do porte dos nossos, mas se empenham para mostrar que ainda são um time respeitável como na década de 80. No nosso time, os objetivos são pessoais, como artilharia ou se mostrar para algum time europeu.

      • "O craque não é o que erra menos, e sim o que faz as jogadas decisivas. "

    Avisem isso aos nossos meias urgentemente! Estão se tornando jogadores comuns e não são. Parecem afoitos, não ousam. É preciso exigir que os jogadores não passem só de lado. Tentar é preciso, mas com consciência. "Nem sempre quem treina muito joga bem, mas quem não treina nunca vai atuar bem, com exceção d gênios como Didi". Como o Cruzeiro não tem Didi, é preciso treinamento individual, principalmente com aqueles que não entendem muito bem a sua função tática, casos de Gabriel e Léo Silva.

      • " Entendi para sempre a diferença do real e da cópia. O que parece craque, mas não é. O que é é."

    O Cruzeiro tem um craque em seu elenco. O menino Guilherme será um grande jogador, de seleção brasileira. Tem muita capacidade de evolução, diferentemente de Fred, Sóbis e Love, que são bons jogadores, porém limitados. Espero que Dorival saiba aproveitá-lo da melhor forma possível, no meio ou no ataque.

    Esta é apenas uma pequena parte dos ensinamentos do mestre Tostão que pude utilizar para explicar a atual situação. Sei que muito já falaram sobre esta hipótese, mas gostaria de recolocá-la em questão. Tostão, um ídolo do Cruzeiro, um excelente analista técnico e tático e físico, não seria um treinador promissor? Há quem diga que ele não aceitaria a proposta. Eu duvido.



    Escrito por Lucas Amaral às 22h20
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    Gatti vem ai

    O goleiro Gatti, destaque da Cabofriense, finalista da Taça Guanabara, retornará ao Cruzeiro. E tem gente que já diz que ele será titular. É bom para que o Fábio não pense que é o bam-bambam da Toca da Raposa. Gatti vem ai..

    Escrito por Lucas Amaral às 10h55
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    Final comum

    Em Minas, mais uma vez Cruzeiro e Atlético, os dois maiores clubes do estado, vão se enfrentar nas finais do Campeonato Mineiro. Deu a lógica, diferentemente dos demais estados onde residem os principais clubes brasileiros. No Rio Grande do Sul, o Grêmio goleou o Caxias por 4 a 0, conquistando a classificação com honra depois da derrota por 3 a 0 no primeiro jogo e enfrenta o Juventude. Em São Paulo, o tricolor e o peixe eram os mais cotados para irem para a grande decisão. Deu Sanca, que venceu o tri campeão mundial por 4 a 1, e o Santos, do nosso amado Luxa. No Rio, o Botafogo consagrou-se campeão da Taça Rio e enfrentará o Flamengo, campeão da Taça Guanabara na final do Cariocão. Grandes finais com times não tão grandes, assim estão sendo os estaduais, de uma maneira geral este ano. Esperemos e veremos aonde vai dar zebra.

    Escrito por Lucas Amaral às 08h55
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    Agora é semi!!!

    Chegaram as semi-finais e, mais uma vez, o Cruzeiro é favorito. Mais uma vez, se o Cruzeiro vencer é obrigação, se o Atlético vencer, é o melhor time do mundo. Torcedor, prepare o seu coração, e não se esqueçam que Democrata e Tupi ainda estão na parada.

    Um abraço!!

    www.cruzeiro.org



    Escrito por Lucas Amaral às 08h54
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    Tá na cara!

    Após várias rodadas do Campeonato Mineiro, é evidente a insatisfação da torcida para com alguns jogadores do Cruzeiro. A seguir, classifiquei de acordo com análise fria e imparcial, o desenvolvimento dos jogadores cruzeirenses na temporada.

    Fábio 6 - três falhas graves. Não está em uma situação crítica, mas não passa a segurança necessária. A insegurança e o receio de que ele tome um peru a qualquer momento atrapalha no rendimento dos outros atletas e abala a confiança da torcida.

    Fábio Santos 5 - Não vem rendendo o esperado, embora eu admire o seu futebol e o ache um jogador promissor. Ainda virão chances e, creio que com confiança, virá a fazer melhores parteidas.

    André Luís 4 - Apesar da força física e bom condicionamento, fica claro que não é um jogador de categoria. Muito agressivo e pouco efetivo, deveria ser opção para jogos com três zagueiros. Não existe na Toca um zagueiro capaz de formar dupla com Gladstone. Thiago Heleno e LUizão ainda têm muito o que aprender.

    Gladstone 8 - Apesar do pavio curto, é um dos melhores em atividade no país. É seguro e sabe sair jogando.

    Gabriel 6 - Não agrada na questão defensiva. Não sei se por má condição física ou por preguiça, não vi Gabriel ganhar uma bola na corrida. Irresponsável por demasia, poderia ser aproveitado melhor em outra formação.

    Renan 8 - É um jogar que me agrada muito. Quando não se fala de um volante, é porque vem jogando bem. Muito bom na marcação.

    Ricardinho 8 - Sabe cobrir e arrisca bem de fora da área. Não deixa a desejar em nenhum quesito.

    Marcinho 6 - Sem vontade de jogo e sem o condicionamento adequado, Marcinho merece uma atenção maior. Apesar de alguns passe pra gols, lhe falta garra e objetividade.

    Giovanni 7 - Possui uma força de vontade fora do comum, embora não tenha se destacado muito em nenhuma partida.

    Rômulo 6 - Tem uma importante função tática, mas não tem marcado gols. Eu não o tiraria do time, mas centroavante que não faz gols não se destava.

    Araújo 9 - O melhor jogador da temporada até o momento. Sempre objetivo, Araújo ainda joga um futebol bonito.

    Kerlon 9 - VInha se destacando até se contundir. É uma pena, tinha tudo para estourar este ano.

    Sandro 9 - Sobra na questão física. Apesar de entrar com os adversários cansados, Sandro vem apresentando um futebol fora do normal. Não sei se renderia o mesmo se entrasse jogando.

    Jonathan 7 - Jogou pouco, mas agradou.

    Fellype Gabriel 6- Não rendeu o esperado, mas também não decepcionou tanto.

    Nenê 7 - Marcou seus golzinhos mas não é a solução para o ataque.

    Não há como dar nota a Pedro Júnior, Diego Silva, Maicosuel ou Léo Silva. Estes quase não foram aproveitados em campo.

    Com isso, concluo que o Cruzeiro deve contratar um zagueiro experiente. Sem sugestões, mas a grande maioria está em times pequenos. Peguemos o exemplo do Santos, com Antônio Carlos. Um grande abraço!



    Escrito por Lucas Amaral às 23h38
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    Arroz com feijão, por que não?

    11 Fevereiro 2007

    No Juca Entrevista, Paulo Autuori falou que pára de conversar quando alguém diz “que não há mais nada que se inventar no futebol”. Então, é isso: voltar a sistemas manjados, ele não vai. Vamos, pois, esquecer do losango, quadrado, Nº 1, enganche, cabeça-de-área, limpa-trilhos, volante de contenção, centromédio etc. 

    Autuori acredita em funções a serem cumpridas. Não em esquemas nos quais os jogadores fazem apenas o que sabem. Ele acredita em ocupação de espaços, recomposição defensiva e conceitos afins. Eu também acredito. Desde que os executores das funções tenham capacidade intelectual, técnica, física, mental e, sobretudo, determinação pra não sair do riscado um minuto sequer. Se acontecer como no clássico, vira lambança.

    Agora, a verdade é que, decididamente, sou um cara fora de moda. Se fosse treinador, analisaria o elenco pra descobrir que possibilidades táticas suas peças permitem. E, provavelmente, escolheria um esqueminha manjado. Elementar. Algo que os jogadores saibam executar sem necessidade de muita reflexão. Arroz com feijão.

    Se o elenco dispõe de um Alex e um Augusto Recife, a charada está resolvida: losango. Se tem dois carrapatos, como Naza e Luizinho, e dois criativos, como os juninhos, o Paulista e o Pernambucano, também está resolvido, é quadrado. Se não tem nenhum criativo, escalaria 3 ou 4 volantes. Eles teriam de roubar a bola e esticá-la para um velocista puxar o contra-ataque e acionar o centroavante.

    Do jeito que o Cruzeiro está armado, os laterais não podem atacar muito pra não deixar espaços, pois os volantes não são bons protetores de alas. Os meias têm de se posicionar de tal forma que impeçam a livre movimentação dos meio-campistas adversários. E ainda arranjar forças para crias jogadas tanto pelas pontas quanto pelo meio de ataque. E eles simplesmente não deram conta desta sobrecarga no clássico. Assim, as jogadas pelas pontas foram raras e o centroavante não jogou. 

    Tenho a impressão de que desarmar, armar, jogar pelas pontas, aparecer para eventuais finalizações, ocupar espaços e fazer a recomposição defensiva tem sido demais para nossos jogadores de meio de campo. Daí a confusão geral que permitiu generosos espaços para o rival controlar o jogo a partir da zona central.

    Continuo torcendo para que dê certo, mas, confesso, estou preocupado. Com a palavra nosso consultor tático, João Chiabi Duarte.

     

    www.cruzeiro.org/blog



    Escrito por Lucas Amaral às 00h20
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    Já está na hora, Autuori

    Mesmo com tantos problemas pela ala esquerda o treinador Paulo Autuori ainda tem dúvidas quanto à promoção de Anderson, um dos grandes destaques na conquista da Copa São Paulo de futebol júnior, para os profissionais. O lateralzinho joga muito! Acho que o técnico já recebeu incentivos demais! Os dois recém contratados Fábio Santos e João Victor se machucaram e o time precisa de peças. É isso ou improvisar Élson ou Sandro. Ai não!



    Escrito por Lucas Amaral às 03h06
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    E dá-lhe Fábio

     

    http://www.youtube.com/watch?v=HVBERHZeMjM&mode=related&search=



    Escrito por Lucas Amaral às 02h49
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